quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Relato do meu VBAC - Como tudo começou.


Quinta- feira, 03/09/2013, 39s e 5d-  Acordei cedo para ir -segundo a médica -a última consulta, preparei a vitamina matinal da família, enquanto isso a moça que estava me ajudando com os serviços da casa vinha chegando, ela entra na cozinha e solta uma bomba no meu colo: avisa que não iria mais continuar, mais que daria um tempo até eu conseguir outra. Marido me esperava no carro. Saí desconcertada e não falei nada o caminho todo.
Na consulta- como já estava com 41 semanas- recebi meu primeiro toque. Uma mega e boa surpresa 3cm dilatados. Já eram 3cm!!!!!!! 3cm que foram dilatados despercebidos, sem sentir nenhuma contração doída. Depois da noticia que recebi em casa isso me animou muito! Mais não por muito tempo.
Saí da consulta e, enquanto esperava marido chegar pra me buscar lembrei que minha ajudante iria me deixar, desabei a chorar e precisava falar com alguém e naquele momento ninguém melhor que minha  sogra, que apesar de ser uma pessoa afobada, sabe muito bem lidar com a minha afobação e minha ansiedade, ela sempre consegue me acalmar sem saber (e por favor não vamos contar!). Marido chegou e fomos embora.


Segunda- feira, 09/09/2013, 40s e 4d - Uma nova e ótima ajudante veio aqui pra casa. Relaxei, me acalmei, deixei o barco correr, precisava me entregar, precisava desconectar de tudo o que estava impedindo a minha conexão com a chegada da Mariah. Fiquei tão tranquila e tinha que colocar na minha cabeça: mesmo que a nova ajudante me deixasse eu não iria encanar. Não iria e não pudia.

Quinta - feira,  12/09/2013 41semanas-  Mais uma consulta. Os 3cm continuavam. Tive muitas conversas com a GO, que apesar de ser GO do SUS, é uma boa pessoa, atenciosa, esclarecia algumas dúvidas, contava experiências, me deixava algumas vezes com cara de alface, outras com cara de ponto de interrogação. Isso por um ponto foi bom pois me fazia chegar em casa e ler tudo o que eu podia e não podia a respeito sobre o conversado. Só que como bem ou mal ela tem que seguir o sistema, e que com certeza não iria querer levar a culpa se algo desse errado, me fez uma carta de encaminhamento para internação na maternidade Therezinha de Jesus. Não discuti e só quis saber o porque. Então me explicou que era um VBAC, que já eram 41 semanas, que já não dava mais para esperar, que eu internada eles saberiam melhor como proceder comigo. Só que não né doutora! Claro que eu não iria me internar sem sentir um nada, não iria porque eu estava certa de que tudo iria dar certo e que ninguém naquele momento sabia melhor da minha gravidez do que eu mesma. Me despedi e fui pra casa com a carta na bolsa.

Domingo, 15/09/2013, 41s e 3d- Eu,Wa (marido) e Elisa tivemos um dia super agradável, só não lembro o que fizemos. Mais a  sogra estava aqui e fez um almoção delicioso pra gente.
Então decidi que iria dar uma passeada até a maternidade, só pra sei lá saber como estava a Mariah dentro da barriga.
Como a sogra estava na área, deixamos Elisa com ela e assim que o sol se pôs coloquei minhas malas no carro e fomos eu e Wa.
Fomos conversando, esclarecendo algumas coisas, acertando algumas outras para minha ausência em casa, fazendo alguns planos para um futuro não tão distante. Cantei, ri, chorei mentira não chorei, só pra dar mais emoção.
Na nossa cidade não possui maternidade, fomos a cidade vizinha( Juiz de Fora) e a maternidade mais próxima que é a Maternidade Therezinha de Jesus ficaria a meia hora da nossa casa. Maaaas porém, contudo, todavia, eu escolhi a maternidade mais distante da nossa cidade, escolhi a Maternidade do Hospital João Penido, daria mais ou menos uma hora e quarenta minutos, mais lá eu sabia que teria uma chance enorme de conseguir meu VBAC. Elisa nasceu lá. E por todas as histórias e experiências que ouvi definitivamente em JF não tem lugar melhor para se parir do que lá, nem hospital particular chega perto.
Chegamos e marido muito emocionado por estar chegando em uma maternidade deu uma leve arrancada com o carro e queria chegar chegando  tipo como se eu estivesse já em trabalho de parto. Senti o ronco do motor, dei uma olhada pro lado e falei:
- Gente mais pra que isso?! Vamos parar ali no estacionamento porque não tem bebê nenhum nascendo...
- Mais eu já ia mesmo entrar com tudo naquela entradinha ali!!
Demos umas boas risadas e estacionamos.
Entrei, preenchi a ficha, fiz algumas perguntas, quis especular plantões dos médicos.A atendente foi muito solicita me respondeu tudo.
Entramos na sala da consulta e uma médica muito da estranha me examinou, fez o toque e os 3cm já eram 4, a bolsa estava integra e o colo fechado. E por se tratar de um VBAC segundo ela não podia esperar muito mais do que dois dias. E me pediu pra voltar na terça. OK.
Antes de ir embora fiz uma última pergunta a atendente, qual era o dia do plantão da Helô, não sabia quem era mais sabia que era uma enfermeira obstétrica que segue a linha de humanização no parto. Os plantões da Hêlo eram segundas, quartas e sextas. Agradeci e fomos.

Sai de lá meio balançada, começou a bater mais um medinho.
Tentava relaxar e aceitar que se não desse pra ter meu parto tudo bem, fui até onde eu podia. Mais no fundo não aceitava isso, porque eu sabia que podia mais.
 Resolvi que seria melhor passarmos no mercado e comprar alguns itens que faltavam em casa, por fim fizemos uma comprona mesmo. Consegui distrair e me desliguei da ideia de que não iria conseguir meu parto.
21:00- Chegamos em casa, busquei Elisa, a sogra foi pra casa dela.
Fiquei um pouco com a pequena, deitei com ela, contei história, lembrei que ela iria dormir e no outro dia era dia de escolinha, conversamos, conversamos e ela adormeceu por volta das 22:30.
Fui para o meu quarto ficar com o Wa e, ficamos,ficamos, ficamos, ficamos.....
Depois ele pegou no sono e eu fiquei vendo tv.

23:30- comecei a sentir pequenas dores. Tive pródromos desde a trigésima oitava semana de gestação, que vinham a cada virada de lua, vinham fortes, mais sem muita dor.
Dessa vez estava diferente. Deitei e quando vinham eu não conseguia ficar deitada. Esperei dar uma contagem de 5 contrações que vieram num espaço acho que de 7 minutos(contei, anotei, mais não me lembro mais), e depois dessas cinco entrei em êxtase comecei a ri, comecei a chorar, queria ligar pra minha irmã que iria cuidar da Elisa, queria ligar pra minha amiga que iria ficar comigo, queria acordar o marido, não sabia o que fazer, só tinha uma certeza: eu estava em trabalho de parto!!!!!


aqui tem como tudo terminou!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Uma espera de 41 semanas e 5 dias.

Vejam como são as coisas, sete meses se passaram sem eu aparecer aqui no blog. Nesse meio tempo ovulei, engravidei, gerei e pari!!
Pari  no dia 16/09/2013 uma baby que atende pelo nome de Mariah. Mariah que veio ao mundo pesando 4,025 e 50,05 cm.

Só uma pausa para eu contar o que acontece bem agora ao meu redor.
Elisa no auge dos seus 2 anos e 10 meses está uma tagarela que putaquepariu só ela. Se a sete meses atrás ela falava poucas coisas, sem formar muitas frases, hoje ela quer tudo, pede tudo, reclama, complica, explica, resolve, manda, desmanda tudo através da fala. Estou aqui tentando raciocinar, tentando digitar, tentando me desligar mais ela não para de tagarelar. Está colorindo mais falando. Pedindo outro livro, outra cor, outro bichinho, outra maçã, outro sapato, outra letra, o ninim, a Mariahzinha,  um xixi, um copo d'água e... parou. UFA.

Voltando.
Nove meses atrás eu me preparava para o segundo aniversário da Elisa e mal sabia eu que estava preparando meu corpo para minha segunda gravidez.
Então que assim foi. Passou o aniversário dela e pimpa engravidei. Só descobrimos em fevereiro com quase três meses.
Pré-natal iniciado em março e quanto mais sentia a pequena crescendo, menos eu queira frequentar consultas.
Foram 41 semanas e 5 dias, 3 ecografias, até a trigésima oitava semana fiz só 5 consultas , exames no primeiro e no último trimestre.
Não foi falta de interesse, foi um medo unido a falta de tempo.
Medo de mais uma cesárea não desejada, medo do " uma vez cesárea, sempre cesárea", muitos e muitos medos. E foi por esses medos que eu me fortaleci. Li, conversei, observei, me esclareci, apoiei, me empoderei mais e mais.
Ainda tive a sorte do filme O Renascimento do Parto vir pra Juiz de fora e eu consegui assistir pra me fortalecer ainda mais e ver que eu não estava louca, eu não sou psicótica, parto normal não é dor, não é coisa SÓ de índia. Eu só estava no caminho que eu queria estar,  buscando o melhor, o mais verdadeiro, o mais natural para mim e para minha filha.
E posso dizer que toda essa minha experiência essa busca pelo parto normal foi renovadora e necessária na minha vida.
O post do parto ficou meio grande então vou terminar de ajusta-lo e publico ele sozinho na próxima.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Saindo da toca


Resolvi sair da toca e tentar colocar os acontecimentos em dia.

Sobre o desfralde que eu queria tanto deixar registrado de como foi:
Primeira consideração: foi péssimo!
Sério não desejo pra ninguém calcinhas de cocô, xixi no sofá e etc e tal. Dizem que é normal, que é assim mesmo, mais ainda acho que antecipei, poderia ter esperado mais um pouco. Hoje está tudo bem, joia!
Fiquei uns 2 longos meses tentando voltar a atrás,mais ela não cedia mais as fraldas. Rolou dela começar a segurar o cocô e ficar um ou dois dias sem fazer, fiquei muito preocupada e decepcionada com o passo que tinha dado. Mais passou agora ela já me pede os dois. As vezes escapole um xixi noturno,as vezes não. As vezes eu coloco fralda pra dormir, as vezes não. As vezes eu me ferro e tenho que no meio da madrugada trocar uma criança e toda roupa de cama, as vezes não.



Sobre escolinha:

Iniciou-se esse ano a vida escolar da Elisa, cheguei a pensar que só a colocaria no próximo ano,mais muitos fatores me levaram a coloca-la este ano mesmo.
A adaptação foi tranquila, tranquila até demais pro meu pobre coração. Ela não dava nem tchau tamanha a alegria de correr pra salinha e brincar com os amiguinhos.
Porém a cena mudou de duas semanas pra cá.
Não quer mais, em casa chora, não quer tomar banho,não quer colocar o uniforme não quer montar na cadeirinha da bicicleta e só sabe repetir: ecolinha não! quelo ficá na minha casa!
Ai  começo a pedalar, vou conversando, desfocalizo o assunto e chegamos na escolinha. Lá ela não quer entrar e lança o discurso de que "quero ficar na minha casa."
Daí que espero uma distração dela e sumo. Chego em casa ligo e parece que tudo fica bem,porque na hora que o pai vai busca-la ela não quer vir embora.
Sobre esse assunto o coração anda apertado demais e estou pensando bem em qual decisão tomar. A só pra deixar claro: não acredito que o problema esteja na escolinha o problema está em casa tenho certeza!ou quase toda.

Sobre Dora a Aventureira:
Alguém por favor me fala que isso vai passar??!Porque gente tá demaais!!
Não esperava que essa pessoa de dois anos e cinco meses pudesse se fixar tanto em um programa/desenho, como tem sido com essa Dora.
Bom não fazia parte do que eu queria pra ela. Aqui em casa nem temos tv a cabo, não por neurose, mais por que temos outras prioridades na renda. Mais na casa da minha avó uma velinha muito boa praça que só assisti novela vejam bem, tem tv a cabo! E lá minha doce irmã apresentou a Elisa a tal Dora, já até tinha ouvido falar e sabia que se tratava de uma menininha que ensinava inglês. Isso era só o que eu sabia, porque hoje, rá. Hoje canto todas as músicas sei todos os horários, sei todos os personagens e ainda imito a voz do raposo. Mais enfim as vezes tento cortar um pouco,não deixado ela ver a noite e ela já logo lança:
Mamãe hoje tem Dora ? Nããoo! só manhã quando Elisa acôdá.
Isso mesmo, ela mesmo pergunta, ela mesmo responde! hahaahahahaha
E esse eu acredito que seja um grande fator que está tirando a vontade dela de ir pra escolinha. Ela já chegou a dizer que não queria ir pra escolinha, queria ficar em casa com a Dora dela.
Gente pode essas crianças acreditarem que só porque essa menina fala, pergunta, pede ajuda, canta, ensina pode substituir uma criança de carne, osso e um coração batendo?!Prefiro acreditar que não,e tentar tirar um pouco o foco desse desenho. Confesso que as vezes dá um apertinho quando ela chega no meu pé pede abraço e fala bem mansinho: Mãii quelo vê minha Dora aventureeeira. e em seguida faz carinha linda de convencimento que realmente, convence!

Sobre a páscoa:
arreganhei as pernas e deixei a bichinha comer pelo ao menos uns pedaços dos 4 ovos que ela ganhou. O que não deu nem uma banda, mais ela sentiu feliz e não fez questão de mais. Percebi que se tem um chocolatinho que ela gosta bem é o Bis, nem Kit Kat nem Kinder Bueno nem nada.. e o tal do Bis.
E se tem uma coisa que enjoamos de comer na semana da páscoa não foi o chocolate, foi o bacalhau. Praticamente duas semanas só de bacalhau, enjoei, e olha que amo!

Sobre minha segunda gravidez:
não vai dar tempo...
namorido chegou...
filha dorme... daí né, é o nosso tempo, vou lá dá uma pulada no pescoço dele e tento voltar o quanto antes pra contar essa novidade ai!!



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